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Introdução às técnicas de Caixa branca e Caixa preta

novembro 1, 2022

A única forma de garantir que um sistema é livre de defeitos seria por meio da execução de todos os testes possíveis, ou seja, testar todas as combinações de valores de entrada. No entanto, considerando o tamanho e a complexidade dos sistemas desenvolvidos na atualidade, é inviável executar testes exaustivos que garantam 100% de cobertura de todas as combinações de valores de entrada, todos os requisitos ou linhas de código existentes.

A adoção de técnicas de testes auxilia os analistas de testes a selecionar um subconjunto de casos de testes que garantam uma boa cobertura. As duas técnicas de teste mais conhecidas são: Teste estrutural e Teste funcional.

 

Técnica de Teste estrutural (Caixa branca)

Os casos de teste são gerados com o objetivo de identificar defeitos nas estruturas internas e implementação do sistema.

Para criar testes que cubram os critérios de cobertura necessários, é fundamental que o código-fonte do sistema esteja disponível. Alguns exemplos de teste de Caixa branca são: Teste do caminho básico, Notação de grafo de fluxo, Matrizes de grafos.

 

Técnica de Teste funcional (Caixa preta)

Os casos de teste têm o objetivo de avaliar a conformidade do software implementado em relação aos seus requisitos. 

O sistema é uma caixa preta cujo comportamento interno é ignorado.

Normalmente os tipos de erros que o teste de Caixa preta procura descobrir são: funções incorretas ou ausentes, erros de interface, erros na estrutura de dados ou no acesso ao banco de dados externo, erros de desempenho e erros de inicialização ou término. Alguns exemplos de teste de Caixa preta são: Particionamento de equivalência, Análise de valor limite, Tabela de decisão.

As técnicas de teste avaliam o software sob pontos de vista diferentes. Portanto, podemos afirmar que elas são complementares, pois identificam tipos diferentes de defeitos, como pode ser observado na imagem abaixo:

 

Time MeloQA

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